Com uma planilha simples no Google Planilhas você monta em cerca de vinte minutos um dashboard semanal que mostra captação, VGV e taxa de conversão, permitindo identificar na segunda-feira onde ajustar a rotina para não perder exclusividades.
Definindo as métricas essenciais
Antes de abrir a planilha, é preciso escolher apenas as métricas que realmente influenciam o resultado da semana. Captação, número de visitas, propostas enviadas e VGV fechado formam o núcleo mínimo. Cada uma delas deve ter uma meta clara para os próximos sete dias, pois sem meta o dashboard vira apenas um relatório bonito sem utilidade prática.
O corretor que ainda trabalha com anotações soltas costuma perder o controle exatamente nessas quatro colunas. Ao definir as metas no início da semana, você cria um padrão de comparação que revela rápido se o funil está travado na captação ou na conversão de propostas. Essa definição prévia evita que você gaste tempo preenchendo campos que não vão gerar decisão.
Captação e visitas
Registre todo contato que pode virar captação e marque quantos desses contatos viraram visita presencial ou virtual. O simples fato de separar esses dois números já mostra se a abordagem inicial está gerando agenda ou apenas conversa fiada.
VGV e propostas
Anote o valor total das propostas enviadas e o valor efetivamente fechado. Essa comparação revela a taxa de conversão real e indica se o desconto na comissão está acontecendo antes ou depois da proposta ser apresentada.
Configurando a planilha no Google
Abra uma nova planilha no Google e nomeie as abas como “Contatos”, “Visitas”, “Propostas” e “Dashboard”. Na aba Contatos crie colunas para data, nome do cliente, origem do lead, status (captado ou perdido) e valor estimado do imóvel. Essa estrutura básica já permite que fórmulas puxem dados automaticamente para as outras abas.
Evite adicionar colunas desnecessárias no começo. Quanto mais colunas, maior a chance de você abandonar o preenchimento depois de três dias. Comece com o mínimo e só acrescente campos quando sentir falta de alguma informação específica durante a análise semanal.
Aplicando fórmulas básicas
Na aba Dashboard use a função CONT.SE para contar quantos contatos viraram captação na semana. Para calcular a taxa de conversão de propostas, divida o número de propostas aceitas pelo total de propostas enviadas. O Google Planilhas atualiza esses números assim que você insere um novo dado, sem necessidade de macros ou scripts.
Para o VGV semanal, some os valores da coluna correspondente usando a função SOMA com filtro de data. Coloque ao lado do resultado a meta definida no domingo anterior. A diferença entre meta e realizado aparece em uma célula com formatação condicional simples, mudando de cor quando o número fica abaixo de setenta por cento da meta.
Visualizando os dados com gráficos
Selecione os dados de captação, visitas e propostas e insira um gráfico de colunas. O gráfico de barras empilhadas funciona bem para mostrar, na mesma visualização, quantos leads entraram e quantos avançaram para cada etapa. Mantenha o gráfico na parte superior da aba Dashboard para que ele seja a primeira coisa que você vê ao abrir a planilha.
Adicione também um gráfico de linha para o VGV acumulado da semana. Esse tipo de visualização ajuda a perceber se o fechamento está concentrado nos últimos dias ou distribuído ao longo da semana, informação útil para ajustar a quantidade de follow-up que você precisa fazer.
Interpretando resultados para decisões
Olhe primeiro a taxa de conversão de captação para visita. Se ela estiver baixa, o problema está na abordagem inicial ou na qualificação do lead. Se a conversão de visita para proposta estiver ruim, revise o roteiro de apresentação do imóvel. O dashboard mostra o gargalo exato em menos de um minuto de análise.
Quando o VGV realizado fica abaixo da meta, compare o valor médio das propostas enviadas com o valor médio dos imóveis captados. Essa comparação indica se você está trabalhando com imóveis de ticket mais baixo do que a meta exige. Ajuste a captação para imóveis de valor superior nas próximas ações de rua ou de WhatsApp.
Mantendo a rotina de atualização
Reserve dez minutos no final de cada dia para preencher as linhas novas. Quem deixa para fazer tudo na sexta-feira acaba com dados incompletos e perde a visão real do que aconteceu durante a semana. A atualização diária mantém o dashboard como ferramenta de decisão, não como relatório histórico.
Crie um lembrete no celular para abrir a planilha todo domingo à noite e definir as metas da semana seguinte. Esse hábito de quinze minutos transforma o dashboard em um sistema de planejamento, em vez de apenas um medidor de desempenho passado.
- Coluna data sempre preenchida no formato dd/mm/aaaa
- Status do lead atualizado no máximo em 24 horas
- Valor do imóvel estimado registrado em todas as captações
- Meta semanal revisada todo domingo
Depois de montar o dashboard, teste por duas semanas seguidas e ajuste apenas o que realmente atrapalhar o preenchimento rápido. O objetivo é ter uma ferramenta que você consiga manter sem esforço extra, não um sistema perfeito que exige meia hora por dia.
Qual foi a maior dificuldade que você enfrentou ao tentar organizar suas metas semanais até hoje? Deixe nos comentários sua experiência com planilhas ou dashboards e acompanhe os próximos artigos do Imobuzz para mais táticas práticas de gestão de carteira.
